CRÔNICA CARIOCA ( 9 )
GUERRA SANTA TUPINIQUIM
Ainda neste século, haverá a conflagração de uma “guerra santa” no nosso País, entre católicos e evangélicos. Morrerá muita gente.
A duração dessa guerra é imprevisível, podendo nunca ter fim e, por essa razão, a Rede Globo e a Rede Record montarão “Casos Especiais” ou criarão novelas intermináveis, contando as suas versões sobre o desenrolar do conflito. Tanto uma quanto outra, faturarão muito. Até na desgraça de uma guerra, os “espertos” ganham muito dinheiro.
A partir daí, é que o nosso povo começará a lutar pelos seus direitos de cidadãos.
Por mais paradoxal que possa parecer, nas guerras, o povo tem que se adaptar a condições extremas de vida. O risco de morte por ideologia política ou religiosa está presente no dia-a-dia. É bem diferente do risco de uma bala perdida, vinda de um confronto entre policiais e traficantes, a qual, quase sempre, causa uma tragédia doméstica isolada na sociedade.
O povo não pode ficar acomodado, esperando o noticiário da TV com as ocorrências do dia, e muito menos, aguardando que as soluções dos seus problemas “caiam do céu”.
Em toda a história da humanidade, após uma guerra, o povo envolvido no conflito se desenvolveu. Até parece que as guerras funcionam como sendo um “elixir depurativo”, para aquele organismo doente.
Não vejo nenhuma outra possibilidade do nosso povo se desenvolver, a não ser dessa forma.
A coragem do povo afluirá à pele e, dessa maneira, o Congresso Nacional poderá ser implodido, juntamente com todos os seus ocupantes.
Deus, talvez possa enviar algum Anjo para salvar o Simon e mais “uns cinco justos”. A guerra é santa!?
O “efeito cascata” se formará e, em seguida, vai-se implodindo os Ministérios dos Três Poderes e os das Três Armas.
Acredito que Deus não tenha na memória, ninguém para ser poupado nesses Ministérios.
Para que a depuração seja eficiente, as implosões deverão atingir os Palácios e as Secretarias Estaduais e Municipais de todo o País.
Nessas dependências, após a implosão com todos os seus ocupantes, não poderá ficar “pedra-sobre-pedra” e deverá ser jogado sal grosso no terreno, para que nada possa brotar nunca mais.
O Palácio do Planalto poderá ser poupado, para que o seu ocupante possa se inteirar sobre os acontecimentos e não possa declarar “que não sabia de nada”. Porém, ao tomar conhecimento dos fatos, deverá ser conduzido para um local mais apropriado, a fim de viver o seu resto de vida. Para isso, poderia ser uma oficina mecânica, porém, recebendo como pagamento pelos serviços prestados, apenas um salário mínimo.
Só assim é que o nosso País deixará de ser chamado de: “Terceiro Mundo”, “Subdesenvolvido”, “Em Desenvolvimento”, “Emergente”, “Em Expansão”, “Um País De Todos”, “Do Futuro”, “Do Futebol”, “Do Maior Carnaval Do Mundo”, etc, etc...
Crônica Carioca (09) --------------- “By” Vic Dório
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